Receita de Ohagi ou botamochi
Em casa conhecia este doce como botamochi mas chegando no Japão descobri que se chamava ohagi também. A diferença é que o botamochi é consumido no equinócio da primavera e o ohagi, no outono. Os nomes são provenientes de flores típicas dessas estações: botan (flor da esquerda) e hagi (direita), respectivamente. **** Fotos retiradas da [...]

Em casa conhecia este doce como botamochi mas chegando no Japão descobri que se chamava ohagi também. A diferença é que o botamochi é consumido no equinócio da primavera e o ohagi, no outono. Os nomes são provenientes de flores típicas dessas estações: botan (flor da esquerda) e hagi (direita), respectivamente.


**** Fotos retiradas da net****
Este doce quem fazia era uma tia que mora na Vila Carrão em São Paulo. Ela costumava envolver os bolinhos de arroz com tsubuan (doce de feijão azuki com grãos semi esmagados). Eu lembro que devorava muitos! ![]()
No Japão era vendido em banquinhas nos supermercados. Comprei uma vez, achei o ankô ressecado e o bolinho de arroz de dentro duro e nunca mais comi.
Fazer o botamochi/ohagi para postar aqui foi um desafio para mim. Nunca tinha feito ankô. Quando estava no Japão comprava pronto e nem me passava pela cabeça prepará-lo em casa. Via algumas receitas e tudo parecia muito complicado e desanimava.
Pura preguiça de ler direito a receita, falta de interesse mesmo. Hoje decidi que faria o ohagi do zero e apesar de algumas trapalhadas, consegui chegar a um resultado muito satisfatório! Ao comer um bolinho recém modelado senti-me criança novamente lembrando dos bolinhos da minha tia. A textura do ankô estava bem cremosa e o bolinho de arroz estava com a gominha característica! Eu mesma me espantei comigo mesmo! rsss
São várias etapas mas nada complicado, acreditem! Fiz até um PAP (passo a passo) para facilitar a visualização.
Primeiro passo – koshian (ankô peneirado):
250g de feijão azuki
250g de açúcar
uma boa pitada de sal
Escolha e lave o feijão. Deixe de molho por 2 horas. Despreze a água e coloque numa panela com nova água que cubra os feijões. Logo que ferver, escorra e coloque água nova e fria na panela novamente. Leve ao fogo e quando ferver novamente, repita o processo. Quando ferver, escorra e despeje na panela de pressão. Coloque mais água que cubra uns 5cm acima dos feijões. Tampe e quando começar a chiar, conte 20 minutos. Tire a pressão, abra a panela e jogue 1 copo de água fria. Despeje tudo no copo do liquidificador e bata bem.


Despeje uma pequena porção do líquido batido numa peneira forrada com um pano e esprema bem. Eu usei uma toalhinha e não foi a melhor opção, muito pequeno e a massa de feijão saia pelas tramas. Sugiro usar um pano de prato limpo. Despeje a massa de feijão que ficou no pano numa panela. Repita o processo até terminar todo o líquido batido. Se estiver muito grosso, pode colocar mais água para diluir. Descarte toda a água que saiu.
Junte à massa de feijão o açúcar e a pitada de sal. Leve ao fogo. Pode parecer muito açúcar mas aos poucos tudo é incorporado e a massa solta líquido. Fique mexendo sem parar em fogo médio para não queimar. Está no ponto quando encorpar e aparece o fundo da panela. Fica um creme grosso. Despeje num pirex e deixe esfriar. Se não for usar no dia, guarde o ankô na geladeira. Dura cerca de 1 semana.
Agora o arroz:
1 copo (medida de arroz = 180ml) de mochigome
1/2 copo de arroz japonês comum
Lave o arroz e escorra. Deixe secar uns 15 minutos e transfira para a panela de arroz. Cubra com a quantidade necessária de água pedida na panela e deixe de molho por 1 hora. Coloque para cozinhar em modo de arroz comum. Quando ficar pronto, despeje quente num pirex fundo e amasse os grãos com a ajuda de um cabo de colher de pau por exemplo. Eu usei a ponta de um rolo de massas. Eu não amassei tudo, deixei ainda alguns grãos aqui e ali, mas o ponto é quando vira uma massa grudenta sem virar um angu completo.
Depois com as mãos umedecidas em água filtrada, modele os bolinhos no tamanho e na forma que quiser, croquetes ou bolinhas.
Para enrolar os bolinhos, um pano molhado e bem torcido ajudou bastante. Abra o pano na palma da sua mão e espalhe uma boa porção de ankô.
Coloque o bolinho de arroz no centro e feche a mão, usando o pano para envolver todo o bolinho de arroz com o ankô. Achei que ia grudar tudo no pano, mas soltou com a maior facilidade! Depois modele na mão só para ajeitar. Dekiagari (está pronto)!!!
SERVIDOS????












19/12/2011 às 23:37
Oi gente,
Eu acabo não seguindo a risca as receitas, mas tomei nota da essência acima e fiz o meu botamochi. Cozinhei diretamente o feijão azuki em 20 minutos (sem deixar de molho), mas colocar um pouco mais de água do que a quantidade de feijão, pois “quase” queimou. O arroz, fiz com motigomê e arroz brasileiro por que não tinha o japonês. Não ficou estranho, podem utilizar. Quanto as demais recomendações de pano de prato, etc…coube perfeitamente. Estiquei o feijão no pano, fiz as bolinhas de arroz e pronto, é só amassar. Realmente não gruda no pano. Ficou delicioso!! Não tão bom como da minha batchian, mas dá para matar a saudade.
Valeu pela receita. Até a próxima. Elena
12/09/2011 às 18:55
Achei tudo muito bem explicado, tambem gosto demais desse docinho. Tem um outro que é quase igual milinho, tambem com anko por dentro, mas por fora tem aquela farinha de soja torrada, kinako acho que é isso. gostaria de saber o nome daquele tambem. domingo agora dia 11.09.2011, fui ao mercado shangri-la aqui em londrina e comprei dos dois, uma delicia viu??
16/09/2011 às 9:02
Maria Tereza, este outro doce que vc mencionou o que eu conheço tem ankô por dentro e em volta tem mochi, uma massa de arroz bem elástica tingida de verde, parece chiclete e envolvido no kinako. Eu conheço como kinako manju. Muito bom saber que em Londrina tbm se encontram bons doces japoneses! Obrigada pela visita e pelo comentário! Abraços!
04/05/2011 às 20:28
nota 10 vcs poderiam me enviar mais receitas de comidas e doces culinaria japonesa.
09/05/2011 às 0:15
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